Manutenção de bike: 3 erros que você deve parar de cometer

 

Na trajetória de todo profissional, a busca pela evolução e excelência no serviço prestado é constante. Quando o assunto é manutenção de bike, não é diferente. Por isso, para você que já trabalha como mecânico de bicicletas trouxemos algumas dicas que podem clarear as ideias, ou então quebrar alguns mitos e desconstruir tudo o que você achava que sabia sobre mecânica e manutenção de bike.

Não importa o que digam, um profissional deve estar sempre se atualizando e questionando seus métodos, práticas e processos dentro de uma oficina de bicicletas. As tecnologias mudam, aparecem outras tantas e é preciso estar de olho nas tendências para poder atender às necessidades dos ciclistas da forma mais assertiva.

Confira agora três erros para você parar de cometer na manutenção de bike.

Erro número 1: deixar os manuais dos fabricantes de lado – chega de gambiarras!

Para manter um bom padrão de serviço e ser reconhecido pelo seu trabalho é imprescindível executar da maneira correta as manutenções, seguindo os protocolos que foram passados pelos fabricantes. Eles foram feitos para serem seguidos, respeitando cada particularidade de peças, produtos, ferramentas ou componentes.

Por isso, é preciso deixar de lado as gambiarras, pois não agrega valor ao seu trabalho, além de ser um marketing negativo do seu serviço. Cada vez mais os ciclistas têm conhecimento sobre mecânica de bikes, e isso os torna mais exigentes, não tem como enganar mais ninguém.

“Você tem que saber empregar a tecnologia, ter noção de padrões estabelecidos. Não é só a prática que faz o bom mecânico, existe uma metodologia, um suporte que você precisa acompanhar além de saber aplicar a teoria. Na Escola Park Tool eu aprendi a importância de ler o manual e seguir as regras. Só assim você sabe o que vai entregar”, afirmou Hugo Mônaco Cardoso, ex-aluno da Escola.

A opinião é corroborada por Iedo de Carvalho, que por duas vezes foi eleito o melhor mecânico de bike do Brasil, a partir do ranking Selo de Qualidade.

“Notei que em várias lojas e oficinas, os mecânicos não seguiam os padrões nem usavam as ferramentas certas. Alguns iam na base da marreta(!). Então, não podemos pensar que sabemos de tudo, pois não sabemos”, avaliou o mecânico de bikes do Paraná.

Erro número 2: não compartilhar informação nem ser transparente

Quem tem conhecimento deve segurar para si? A gente acredita que é muito pelo contrário. Ao ter a humildade e vontade de compartilhar informações com seus clientes, você pode levar ainda mais confiança a quem contrata seus serviços e, de quebra, aumenta a sua credibilidade, pois passa a ser uma referência de conhecimento no assunto.

Mecânico de bikes que atua em São Paulo, Fabio Latorre faz questão de reforçar a importância de conversar e ter o contato direto com seu cliente, sendo transparente e bem didático durante seus processos.

“Sempre dou um retorno do que estou fazendo, mostro fotos do processo, passo a passo quando necessário e sempre explico o porquê que tal procedimento está sendo realizado. Acho isso muito importante, sem contar que na retirada da bicicleta eu mostro o que tinha de errado ou certo e ainda dou algumas dicas de manutenção para que passa ser feita em casa, além de dicas de produtos”, explica ele.

Erro número 3: achar que sabe demais e não explorar seu negócio em potencial

A soberba não faz bem a ninguém no âmbito pessoal e será ainda mais prejudicial se falarmos em questões profissionais. Quem trabalha com mecânica de bikes deve ter esse olhar crítico sobre si para buscar a evolução e oferecer o melhor serviço possível.

“Me arrependo de não ter buscado a capacitação antes”, comentou Caetano Zammataro, proprietário da tradicional Bike Tech Jardins, em São Paulo-SP.

“Para ter uma ideia, eu achava que sabia trocar um pneu da forma certa. Mas em todos esses anos de bicicleta sempre havia feito o procedimento errado. Foi no curso da Escola Park Tool que aprendi o jeito certo e adequado, respeitando as normas e os processos. Isso te desconstrói: você não pode achar que sabe tudo, tem que ter humildade para querer aprender e crescer”, finalizou.

Após sua formação profissional na Escola Park Tool, conseguiu profissionalizar a gestão, melhorar o controle de custos e gastos e, ainda, otimizou o tempo de seus processos internos.

“Estudando a minha empresa, cheguei à conclusão que minha oficina era um produto a ser explorado. Podia ser muito mais do que uma bike shop”, lembra Caetano.

De quebra, após garantir o diploma internacional através da Formação Profissional, ele se tornou mecânico oficial da RAAM (Race Across America), ficando responsável pelos ajustes antes e depois das etapas, sentido a pressão de uma das provas mais árduas do ciclismo.

Esses são exemplos de pessoas incansáveis na busca de melhorias contínuas dentro do seu trabalho. As dicas foram úteis para você? Faça como eles e vá atrás do conhecimento: só ele é capaz de te levar ao caminho do sucesso nos negócios.